A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta segunda-feira (4) que o risco do hantavírus para a população em geral é considerado baixo, apesar da investigação de um possível surto envolvendo passageiros de um cruzeiro com base na Europa.
Até o momento, há um caso confirmado em laboratório, cinco suspeitas em análise e três mortes registradas. Uma das pessoas infectadas permanece internada em estado grave, enquanto equipes de saúde acompanham passageiros e tripulação. A OMS destacou que não há recomendação de restrições de viagem ou motivo para alarme.
Transmitido principalmente por roedores, o hantavírus pode infectar humanos por meio da inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva desses animais. A transmissão entre pessoas é considerada rara. O vírus foi identificado pela primeira vez na região do rio Hantan, na Ásia, e desde então tem registros esporádicos em diferentes partes do mundo.
Os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe, com febre, fadiga e dores no corpo. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para comprometimento respiratório, com tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões.
Não há tratamento específico para a doença. O atendimento é baseado em suporte clínico, com hidratação e, em situações mais graves, auxílio respiratório. A principal forma de prevenção é evitar contato com roedores e seus resíduos, além de adotar cuidados na limpeza de ambientes possivelmente contaminados.
A OMS informou que segue monitorando o caso e coordenando ações com autoridades de saúde para avaliar riscos e evitar novos registros.