Ex-seminarista denuncia Frei Gilson ao Ministério Público por declarações homofóbicas e machistas
O caso segue em análise do Ministério Público, onde será decidido se haverá abertura de investigação contra o religioso
O sacerdote católico, cantor e missionário, Frei Gilson, conhecido por reunir milhões de fiéis em suas lives, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por declarações consideradas homofóbicas e machistas. A denúncia foi feita pelo ex-seminarista e escritor Brendo Silva, autor do livro "A vida secreta dos padres gays".
Brendo afirma que o religioso associou a homossexualidade a termos como "homossexualismo", "desordem" e "depravação grave" em entrevistas, homilias e publicações nas redes sociais. Uma das frases utilizadas pelo ex-seminarista para justificar a denúncia está na fala em que Frei Gilson diz "se tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou".
Brendo afirma que esse tipo de discurso contribui para a estigmatização da população homossexual. Além das falas homofóbicas, também foram citadas declarações machistas vindas do Frei. "É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele a liderança. Mas a mulher tem o desejo de poder. Não é desejo de serviço, desejo de poder", declarou.
O caso segue em análise do Ministério Público, onde será decidido se haverá abertura de investigação contra o religioso.