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Entre acordos e "traições"

Lula vive relação turbulenta com Congresso desde que voltou à presidência

Derrubada do veto à PEC da Dosimetria e rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF foram as derrotas mais recentes

Daniel Oliveira

Desde o início de seu atual mandato, em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, acumula reveses no Congresso Nacional. Os episódios mais recentes ocorreram na última semana, em menos de 24 horas.

Na ocasião, parlamentares decidiram derrubar o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro, além de rejeitarem a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

O desgaste entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo não começou agora. Ele remonta ao período em que Arthur Lira presidia a Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco comandava o Senado Federal.

Nos primeiros meses de governo, o presidente enfrentou um Congresso mais ativo na ampliação de suas próprias atribuições. Isso ficou evidente em medidas como a alteração na proposta de reorganização dos ministérios e em derrotas em pautas como saneamento básico e políticas voltadas à população indígena.

Com a mudança nas presidências das Casas legislativas, sob comando de Hugo Motta na Câmara e Davi Alcolumbre no Senado, os reveses se intensificaram. Entre eles estão a derrubada da medida provisória relacionada ao IOF e a aprovação de uma nova legislação sobre licenciamento ambiental.

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