Bolsonaro completa um mês preso em domiciliar humanitária e espera aprovação do PL da Dosimetria
Relatórios médicos mais recentes enviados ao STF apontam melhora gradual no quadro clínico de Bolsonaro, especialmente em relação à condição pulmonar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, nesta segunda-feira (27), um mês em prisão domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em caráter humanitário e pelo prazo de 90 dias, com base no estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro deixou o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, no fim de março, após ser internado com um quadro de broncopneumonia bilateral. Desde então, passou a cumprir a pena em sua casa, no Jardim Botânico, em Brasília, sob monitoramento e regras impostas pela Corte.
Ao término do período, o STF deverá reavaliar a necessidade de manutenção da prisão domiciliar. Nos últimos desdobramentos do caso, Moraes determinou, na quinta-feira (23), que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre um pedido da defesa para que Bolsonaro seja submetido a uma cirurgia no ombro direito.
Os advogados alegam que o ex-presidente apresenta dores e limitações funcionais e pedem autorização para realizar o procedimento com o objetivo de preservar sua “integridade física” e “dignidade”. A data da eventual cirurgia depende tanto do parecer da PGR quanto de decisão do ministro relator.
Relatórios médicos mais recentes enviados ao STF apontam melhora gradual no quadro clínico de Bolsonaro, especialmente em relação à condição pulmonar. Apesar disso, o ex-presidente ainda enfrenta episódios de dor, fadiga e intercorrências como soluços, que impactam o ritmo da reabilitação.