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Alagoas
Operação Rajada

Líderes de facção do Paraná são presos em Alagoas após ostentarem vida de luxo

Segundo as investigações, os suspeitos viviam em condomínios de alto padrão enquanto comandavam o tráfico de drogas

Amanda Cirilo

Durante a Operação Rajada, deflagrada de forma integrada pelas Polícias Civis dos estados de Alagoas e Paraná nesta sexta-feira (24), cinco homens apontados como líderes de uma organização criminosa paranaense foram localizados e presos em Maceió e Marechal Deodoro.

Segundo as investigações, os suspeitos viviam em condomínios de alto padrão enquanto comandavam o tráfico de drogas. Ainda de acordo com a polícia, o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões nos últimos anos, utilizando contas de terceiros, empresas de fachada e até familiares para ocultar a origem do dinheiro.

Werik de Souza Leal, conhecido como “Rajada” e apontado como uma das principais lideranças da facção que atuava na capital paranaense, junto com os demais investigados, mudou-se para a capital alagoana há cerca de três anos, onde passou a ostentar uma rotina de luxo.

Mesmo morando em Alagoas, os suspeitos continuavam comandando o tráfico de drogas em Curitiba, além de tomar decisões relacionadas a homicídios e à estrutura financeira da organização criminosa.

Parte do grupo deixou o Paraná sob a justificativa de ameaças decorrentes de disputas com facções rivais. Aproveitando brechas legais, alguns conseguiram benefícios judiciais que permitiram a saída do sistema prisional e a mudança de estado. Já em Alagoas, passaram a viver com maior discrição, sem fiscalização rigorosa, enquanto, segundo a polícia, seguiam atuando à distância na coordenação das atividades criminosas.

A operação contou com a participação de cerca de 150 policiais e segue em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre o esquema financeiro da organização.

Os suspeitos deverão ser transferidos para o sistema prisional do Paraná, onde poderão responder pelos crimes.

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