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Guerra no oriente médio

Governo Lula quer elevar mistura de etanol na gasolina para conter alta após guerra no Irã

Arthur Vieira

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% já em maio, como forma de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo provocada pelo conflito envolvendo o Irã.

A medida será levada ao Conselho Nacional de Política Energética pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A proposta ainda precisa do aval dos ministérios que integram o colegiado.

A estratégia é diminuir a dependência de combustíveis importados, já que o Brasil ainda compra cerca de 15% da gasolina que consome. Com a mudança, a expectativa do setor é reduzir esse volume em até 5%.

A pressão sobre os preços ganhou força após a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o valor do barril de petróleo no mercado internacional, impactando diretamente os custos internos, sobretudo do diesel.

Integrantes do agronegócio também defendem o aumento da mistura de biodiesel, hoje em 15%, como alternativa para ampliar a produção nacional e reduzir importações. No entanto, essa medida ainda depende de estudos técnicos e não deve entrar na pauta imediata do governo.

Nos bastidores, o custo dos combustíveis é tratado como tema sensível, com potencial de impacto econômico e político. O governo já adotou medidas como isenção de tributos e subsídios para conter a alta, enquanto discute novas ações no Congresso para ampliar os benefícios ao setor.

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