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Investigação

Operação Rajada prende líderes do crime do PR em AL por tráfico, homicídios e lavagem de dinheiro

A ação integrada envolveu forças de segurança de Alagoas e do Paraná.

Gabriel Cabral

Cinco pessoas apontadas como líderes de uma organização criminosa com atuação no Paraná foram presas na manhã desta sexta-feira (24), durante a Operação Rajada. A ação integrada envolveu forças de segurança de Alagoas e do Paraná. As prisões ocorreram nas cidades de Maceió e Marechal Deodoro.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. A estrutura criminosa operava de forma articulada entre os dois estados. Parte das atividades era comandada à distância, com base em estratégias para dificultar a ação policial.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a organização era liderada remotamente por um indivíduo e seu principal aliado. Ambos alegaram ameaças de morte para justificar a transferência do cumprimento de pena para Maceió. Mesmo afastados, continuavam coordenando o tráfico e delegando funções.

As apurações apontam que o gerenciamento das atividades no Paraná ficava sob responsabilidade de outro integrante. Ele atuava diretamente no bairro Parolin, conduzindo o funcionamento do esquema. O distanciamento geográfico dos líderes servia como uma espécie de blindagem para a organização.

A investigação também revelou que os lucros obtidos com o narcotráfico eram enviados ao Nordeste. O dinheiro era utilizado para sustentar uma vida de luxo das lideranças, que não possuíam renda lícita. Para ocultar a origem dos valores, o grupo utilizava familiares e empresas de fachada.

O esquema de lavagem envolvia depósitos fracionados em caixas eletrônicos e lotéricas, além de transferências entre diversas contas. Em uma ação anterior, a polícia localizou uma “casa cofre” no Paraná, onde apreendeu quase R$ 500 mil em espécie, além de drogas e equipamentos. A operação contou com apoio de unidades especializadas das polícias de ambos os estados.

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