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Situação irregular

Mesmo afastado, ministro do STJ acusado de assédio recebe salário de R$100 mil

Marco Buzzi está afastado desde 10 de fevereiro, acusado de assediar uma jovem de 18 anos em sua casa de praia

Daniel Oliveira

O ministro Marco Buzzi, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), segue recebendo a mesma remuneração mesmo após ser afasado do cargo há dois meses por denúncias de assédio sexual. Seu salário gira em torno de R$ 100 mil líquidos.

A situação contraria uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2024, que suspende o pagamento de verbas indenizatórias, temporárias ou extraordinárias de magistrados afastados durante processos admnistrativos, disciplinares ou sindicâncias. Este último é o caso de Buzzi, afastado desde o dia 10 de fevereiro.

Fora os descontos, o ministro recebeu R$ 132 mil em fevereiro e mais de R$ 125 mil em março. O último valor é semelhante ao que ele recebeu em janeiro, quando ainda estava em atividade. Elas são resultado da soma do salário fixo de R$ 44 mil e verbas adicionais, como "indenizações".

O ministro é acusado de assédio por uma jovem de 18 anos. Segundo o depoimento, a importunação aconteceu durante uma viagem à casa de praia de Marco Buzzi, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ela afirma que o magistrado tocou a agarrou e, em outro momento, tocou suas nádegas.

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