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Lindemberg, condenado pela morte de Eloá, é transferido de Tremembé após mais de 10 anos na unidade prisional

Condenado a 39 anos pela morte da companheira, detento foi removido de unidade que concentrava presos de grande repercussão

Rhuan Leite

Lindemberg Alves, de 39 anos, foi transferido da Penitenciária de Tremembé para a unidade prisional de Potim após mais de uma década cumprindo pena no local. A remoção ocorreu pela manhã, em camburão da polícia, dentro do chamado “bonde”, procedimento usado para deslocamento de internos entre presídios. A mudança faz parte de uma reorganização do sistema prisional paulista, que tem redistribuído presos de grande notoriedade para reduzir a concentração e a exposição midiática em uma única unidade.

Lindemberg cumpre pena de 39 anos pelo sequestro e assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, crime ocorrido em outubro de 2008, em Santo André. A adolescente foi mantida refém por mais de 100 horas dentro do apartamento onde morava. No desfecho, pouco antes da invasão policial, o condenado atirou contra Eloá e a amiga Nayara Rodrigues. Nayara sobreviveu, mas a jovem não resistiu aos ferimentos.

No regime semiaberto, Lindemberg chegou a obter direito às saídas temporárias e passou a trabalhar e estudar na unidade. Mesmo assim, houve registro de um episódio disciplinar em 2020, quando ele se envolveu em uma briga com o companheiro de cela. Ao longo do período preso, também recebeu grande quantidade de cartas de admiradoras e foi submetido a avaliações psicológicas que apontaram imaturidade emocional, dependência afetiva e dificuldade de lidar com expectativas, segundo documentos produzidos pela equipe técnica da unidade.

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