Operação da PF mira em gabinete de vice-presidente do TJAL em investigação sobre R$ 332 milhões
A operação está relacionada a investigações em curso no CNJ, órgão responsável pelo controle disciplinar do Judiciário
A Polícia Federal cumpriu diligências na manhã desta segunda-feira(13) no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), no Centro de Maceió. A ação, que contou com a participação de dois delegados da PF e dois conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e teve como alvo o gabinete do desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho, vice-presidente da Corte.
A operação está relacionada a investigações em curso no CNJ, órgão responsável pelo controle disciplinar do Judiciário. O desembargador passou a ser alvo de questionamentos após decisão que autorizou a liberação de aproximadamente R$ 332 milhões a herdeiros da Massa Falida da Laginha, além de instituições financeiras e escritórios de advocacia.
A liberação dos valores é considerada controversa porque o pagamento havia sido anteriormente negado pelas juízas responsáveis pelo processo falimentar. O entendimento delas era de que os herdeiros não integram formalmente o processo, sendo classificados como terceiros interessados, o que impediria o repasse dos recursos.
O TJAL, informou que o processo tramita em segredo de Justiça e que, por isso, não pode fornecer detalhes sobre o caso.
