Nove servidores da Câmara receberam R$ 2,8 milhões de horas extras
Um grupo de nove servidores de alto escalão da Câmara dos Deputados teria recebido cerca de R$ 2,85 milhões em pagamentos de horas extras desde o início de 2023. Em alguns casos, os valores só seriam possíveis com jornadas no limite permitido e trabalho frequente em fins de semana e feriados. A Câmara justificou os pagamentos alegando que os servidores cumprem “jornadas extenuantes”.
Entre os nomes citados, o advogado-adjunto da Casa, Daniel Borges de Morais, aparece com o maior total acumulado, somando R$ 428 mil em horas extras no período, sendo R$ 171,4 mil apenas em 2025. Ele também teria recebido cerca de R$ 33,5 mil em um único mês, valor superior ao seu salário base. Outros dirigentes também aparecem na lista, como o diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão (R$ 387,8 mil), Mauro Limeira Mena Barreto (R$ 344 mil) e Sebastião Neiva Filho (R$ 291 mil).
Também integram o grupo servidores como Mizael Borges da Silva Neto (R$ 301,3 mil), Cláudio Roberto de Araújo (R$ 334,1 mil), Cristina Cascaes Sabino (R$ 240,1 mil), Clauder Lopes Diniz (R$ 276 mil) e Hélio Coelho Silva (R$ 248,1 mil). Em março, por exemplo, alguns dos valores pagos individualmente ultrapassaram o que seria possível apenas com o acúmulo de horas extras regulares, o que levantou questionamentos sobre a necessidade e a forma de cálculo desses pagamentos.
