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Tragédia

Soldado que matou Thawanna durante discussão ainda estava em estágio

Ela tomou posse como policial há pouco mais de um ano. Depois do caso em que at1rou contra a mulher, no último dia 3/4, a agente foi afastada de suas funções.

Gabriel Cabral

A soldado da Polícia Militar (PM) Yasmin Cursino Ferreira, agente que matou Thawanna da Silva Salmázio com um t1ro, na zona leste de São Paulo, ainda estava em período de estágio na corporação. Ela tomou posse como policial há pouco mais de um ano. Depois do caso em que at1rou contra a mulher, no último dia 3/4, a agente foi afastada de suas funções.

Yasmin foi aprovada no concurso para soldado em novembro de 2024 e tomou posse em janeiro de 2025. Segundo a Polícia Militar (PM), o curso dura dois anos e inclui seis meses de formação básica, seis meses de formação específica cumprida em unidades operacionais, e mais 12 meses de estágio supervisionado, “atuando nas ruas, cidades, estradas, matas, litoral e céus de São Paulo”.

Ela estava na parte do estágio supervisionado. No momento em que at1rou contra Thawanna, a policial não estava usando a câmera corporal.

Nas imagens acima, publicadas pela TV Globo, é possível ver o momento em que uma dupla de policiais em uma viatura passam pela Rua Edimundo Audran e batem o retrovisor da viatura – no lado do motorista – no braço do marido de Thawanna, Luciano dos Santos.

O PM que está na direção do veículo dá ré e começa a discutir com o rapaz. Enquanto isso, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira desembarca do carro e também começa a discutir com a mulher. Por volta das 3h, a agente atira em Thawanna.

Depois de alguns minutos, outros policiais chegam na cena do crime, mas o resgate não aparece. Os agentes envolvidos na ocorrência cobram a presença do socorro pelo menos duas vezes. Ferida, Thawanna ficou no chão a espera de atendimento por cerca de 30 minutos, mesmo com o Hospital Municipal Cidade Tiradentes estando a menos de quatro quilômetros do local.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o companheiro de Thawanna, o servente de pedreiro Luciano Gonçalves dos Santos. Ele vai responder por resistência. A policial Yasmin, de 21 anos, consta como vítima.

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