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Chefe do contraterrorismo dos EUA deixa cargo e contesta guerra contra o Irã

O então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, anunciou nesta terça-feira (17) sua renúncia ao cargo, citando divergências com a condução da guerra contra o Irã. Em publicação nas redes sociais, Kent afirmou que não poderia apoiar o conflito. Segundo ele, o regime iraniano não representava uma ameaça iminente ao território americano, argumento utilizado pelo governo do presidente Donald Trump para justificar os ataques. O ex-diretor também criticou a influência externa na decisão, ao afirmar que o conflito teria sido impulsionado por pressões ligadas a interesses internacionais. A declaração contraria a narrativa oficial da Casa Branca, que sustenta que a ofensiva visou prevenir riscos à segurança dos EUA e conter possíveis avanços militares iranianos. Internamente, relatos indicam divergências dentro do próprio governo. Em reuniões no Pentágono com parlamentares, autoridades teriam admitido que o Irã não planejava ataques imediatos, a menos que fosse provocado. Desde o início das ações militares, o governo americano tem apresentado diferentes justificativas, incluindo a contenção do programa nuclear iraniano, a proteção de interesses estratégicos e o combate a grupos apoiados por Teerã. Até o momento, o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA não se pronunciou oficialmente sobre a saída de Kent nem sobre as declarações feitas pelo ex-chefe do contraterrorismo.  
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