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Na ALE, Cabo Bebeto dá voz à população de Palmeira dos Índios contra demarcação de terras

A Assembleia Legislativa de Alagoas sediou, nesta segunda-feira (24), uma sessão especial presidida pelo deputado Cabo Bebeto (PL) para discutir a demarcação de terras da Funai em Palmeira dos Índios. O encontro reuniu autoridades, agricultores e lideranças políticas, que relataram insegurança diante das mudanças no mapa territorial. Segundo Bebeto, o tema chegou à Casa após inúmeros pedidos de moradores da zona rural e urbana. Ele alertou para impactos sociais, emocionais e econômicos decorrentes do processo.

Representantes do município e de órgãos estaduais reforçaram a preocupação com o estudo apresentado pela Funai. O procurador Marcos Guerra afirmou que o material não é conclusivo e contém pontos subjetivos. O promotor Márcio Dória destacou que os afetados são pequenos proprietários e famílias vulneráveis. Da Defensoria Pública do Estado, Wladimir Aued chamou atenção para o clima de tensão envolvendo indígenas xucuru-kariri, pedindo que os direitos sejam buscados com “paz e ordem”.

Entidades rurais e lideranças políticas defenderam os agricultores, afirmando que muitos vivem há gerações nas áreas em disputa. Álvaro Almeida, da Faeal, pediu que as famílias não sejam expulsas e alertou para prejuízos à economia regional. O secretário estadual Júlio César criticou a falta de diálogo da Funai, classificando o modelo de demarcação como nocivo. Outras figuras políticas, como Lúcio Carlos, James Ribeiro e Edval Gaia, também condenaram o processo e pediram mais transparência.

As falas dos agricultores foram marcadas por forte carga emocional. Moradores como Nadicledja Soares, Mário Guimarães e Marquinhos relataram medo, incerteza e sensação de injustiça. Jacileide dos Santos classificou a decisão como “a maior injustiça social do Brasil”, enquanto Dona Lulu pediu proteção para seus 11 filhos. Advogados que acompanham o caso reforçaram a necessidade de bom senso e moderação, defendendo que os proprietários possuem escrituras regulares.

A ausência de representantes da Funai, do MPF, da Defensoria da União, do Incra e de lideranças indígenas foi criticada por Cabo Bebeto. O deputado agradeceu o apoio de Renan Calheiros e Arthur Lira e afirmou que a luta é por Alagoas, independentemente de posições políticas. Ele declarou estar disposto a ir a Brasília, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALE, para defender os agricultores. “Desistir não é opção”, concluiu.

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