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Filha relatou abuso e MP recorreu da absolvição de Alan Carlos; veja o que diz o processo

O Agora Alagoas teve acesso ao inquérito e aos documentos que investigaram o médico Alan Carlos de Lima Cavalcante por suspeita de abusar da própria filha. O material confirma que o Ministério Público do Estado de Alagoas discordou da decisão que absolveu o médico e recorreu para tentar reverter a sentença. Segundo o processo, Alan foi denunciado por estupro de vulnerável após a filha relatar, em escuta especializada, que o pai teria colocado o dedo em suas partes íntimas. Esse depoimento, colhido por uma psicóloga e anexado aos autos, foi um dos pontos considerados relevantes pelo MP ao apresentar a acusação. Mesmo com o conjunto de elementos reunidos durante a investigação, o juiz da 1ª Vara Criminal de Arapiraca decidiu, em fevereiro, julgar a denúncia improcedente por entender que não havia provas suficientes para comprovar a autoria do crime. A sentença, registrada nas páginas 516 a 530 do processo, levou à absolvição em primeira instância. O Ministério Público, no entanto, apresentou apelação e argumentou que os relatos da criança, somados ao restante do material do inquérito, sustentavam a continuidade da acusação. O órgão pediu que a decisão fosse revista pelo Tribunal de Justiça. Essas informações reaparecem agora, em meio ao caso do homicídio de Alan Carlos, morto a tiros pela ex-esposa no último domingo(16), em Arapiraca. A mulher, que segue presa, afirma que vivia sob medo desde o desfecho do processo envolvendo a filha. A Delegacia de Homicídios continua investigando o crime e deve anexar novos documentos ao inquérito nos próximos dias.
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