ONU condena operação no Rio de Janeiro e Ministério dos Direitos Humanos envia equipes ao local
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania enviou equipes ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29) para prestar atendimento humanitário após a operação policial que deixou 64 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. A ação, considerada a mais letal da história do estado, ocorreu na terça-feira (28) e mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança.
Segundo a pasta, chefiada pela ministra Macaé Evaristo, o objetivo é oferecer acolhimento emergencial e apoio psicossocial às famílias das vítimas, além de ouvir relatos da população afetada. O ministério também pretende garantir acesso a serviços de transporte e Justiça para os atingidos pela operação, que também resultou na morte de quatro policiais.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou a operação, afirmando estar “horrorizado” com o número de mortos. Em comunicado publicado na rede X, a ONU destacou que o episódio reforça um padrão de ações policiais com consequências letais extremas em comunidades marginalizadas do Brasil. O órgão cobrou das autoridades investigações rápidas e eficazes sobre o caso, ressaltando as obrigações do país diante dos direitos humanos.
A repercussão internacional foi imediata. O jornal britânico The Guardian noticiou a indignação de ativistas e políticos brasileiros diante do “derramamento de sangue”, enquanto o argentino Clarín descreveu a operação como “cenas de guerra”, relatando vídeos que mostram intensos tiroteios e fumaça nas ruas das comunidades.
Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade