Presos pedalam para gerar energia limpa e diminuir pena
Em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, um projeto transformador mostrou que até atrás das grades é possível gerar luz e esperança. A iniciativa, criada em 2012 pelo juiz José Henrique Mallmann, instalou bicicletas ergométricas ligadas a geradores dentro da prisão. A energia produzida pelos detentos era armazenada em baterias e usada para iluminar ruas e praças da cidade, substituindo parte do consumo de combustíveis fósseis.
O diferencial estava no equilíbrio entre sustentabilidade e ressocialização: a cada 16 horas de pedalada, o preso ganhava um dia a menos de pena. Além de reduzir custos públicos, o projeto trouxe propósito e movimento à rotina dos participantes, que passaram a contribuir diretamente com a comunidade.
O experimento começou com apenas quatro bicicletas e oito detentos, mas rapidamente ganhou destaque internacional. Diversos veículos estrangeiros exaltaram a ideia como exemplo de inovação social e política pública humanizada.
Mesmo sem confirmações recentes sobre sua continuidade, o legado permanece vivo. O projeto provou que, com criatividade, empatia e propósito, é possível transformar punição em aprendizado e converter pedaladas em dignidade, luz e novos começos.
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