Toffoli vota contra liberdade de Robinho, e STF mantém maioria para rejeitar recurso
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nessa quarta-feira (27) contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho. Com a manifestação, o placar está em 3 a 1 para manter a prisão, acompanhando os votos já proferidos pelos ministros Luiz Fux, relator do caso, e Alexandre de Moraes. O único a votar pela soltura até o momento foi Gilmar Mendes.
Robinho cumpre pena desde março de 2024, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou a execução no Brasil da condenação imposta pela Justiça italiana. Ele foi sentenciado por estupro coletivo cometido em 2013, contra uma mulher albanesa, durante uma festa em Milão. Outros cinco homens também foram apontados como envolvidos no crime.
A defesa do ex-atleta contesta a decisão do STJ, argumentando que a corte não analisou corretamente a dosimetria da pena aplicada pela Itália. Os advogados alegam que, por ser réu primário e possuir bons antecedentes, a condenação deveria ser ajustada ao mínimo previsto pela lei brasileira, seis anos em regime semiaberto, em vez dos nove anos fixados pela Justiça italiana.
A análise do recurso ocorre no plenário virtual do STF e deve ser concluída nos próximos dias. Até lá, Robinho permanece preso, enquanto sua defesa busca um desfecho mais favorável no Supremo.
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