Entenda os impactos que o fim da exigência da autoescola pode causar
O anúncio do ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre o possível fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas para a obtenção da CNH reacendeu debates sobre emprego e segurança no Brasil. Segundo levantamento da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), a medida pode fechar milhares de Centros de Formação de Condutores (CFCs), eliminando até 300 mil postos de trabalho e comprometendo a arrecadação tributária do setor, estimada em quase R$ 2 bilhões ao ano.
Além do impacto econômico, especialistas alertam para um possível aumento nos acidentes de trânsito. Hoje, o Brasil já registra cerca de 33 mil mortes anuais em ocorrências nas estradas. A formação prática e teórica oferecida pelas autoescolas é apontada pela OMS e pela OPAS como determinante na redução de sinistros, internações e mortes. Sem essa etapa obrigatória, o SUS pode enfrentar uma sobrecarga ainda maior em atendimentos de urgência e reabilitação.
A proposta do governo, no entanto, defende que a flexibilização baratearia em até 80% o processo de tirar a CNH, além de combater práticas irregulares no setor. Para Renan Filho, a medida desburocratizaria o acesso ao documento e reduziria a quantidade de motoristas que circulam sem habilitação, estimados em mais de 20 milhões atualmente. O impasse, porém, opõe o alívio no bolso do cidadão à preservação de empregos e da segurança viária.
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