Congresso retoma atividades sob pressão após prisão domiciliar de Bolsonaro
O Congresso Nacional retoma os trabalhos legislativos nesta terça-feira (5) em meio à repercussão da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de segunda-feira (4). A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, após Bolsonaro participar por chamada de vídeo dos atos promovidos por aliados no domingo (3).
A nova fase do embate institucional pressiona os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ambos enfrentam demandas da oposição para dar andamento a medidas que respondam à decisão do STF, inclusive com articulações que buscam proteger o ex-presidente.
No Senado, aliados de Bolsonaro, liderados por Rogério Marinho (PL-RN), colocaram o pedido de impeachment de Moraes como pauta prioritária para o segundo semestre. No entanto, a proposta enfrenta forte resistência no colégio de líderes e não é encampada por Alcolumbre, que tenta manter a estabilidade institucional.
Na Câmara, Hugo Motta deverá ser pressionado por deputados bolsonaristas a avançar com propostas de anistia a investigados e condenados por atos antidemocráticos. A ideia voltou a ser defendida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que pede uma “anistia geral e irrestrita”.
Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade