Tarifaço de Trump tem semana decisiva; perspectiva de acordo com EUA fica distante
O Brasil enfrenta uma semana decisiva com a iminente entrada em vigor, na sexta-feira (1º de agosto), da tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros exportados para o mercado americano. A medida pode afetar drasticamente a economia brasileira, e até o momento não há sinal de recuo por parte dos Estados Unidos.
O governo brasileiro, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin nas negociações, tentou evitar a aplicação da tarifa. Alckmin conversou com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, mas sem avanços concretos. Lula lamentou a falta de diálogo, afirmando que Alckmin tem insistido em contato com autoridades americanas, mas não obtém respostas.
Neste domingo (27), Lutnick confirmou que as tarifas serão aplicadas a partir de 1º de agosto, sem adiamento, embora tenha dito que o governo dos EUA continuará aberto a negociações com grandes economias mesmo após a cobrança começar. Mais tarde, o próprio Trump reafirmou a data, durante visita à Europa.
Embora outros países também enfrentem aumento de tarifas, o Brasil será o mais atingido, com a taxa mais alta entre todos: 50%. O cenário impõe desafios imediatos para o comércio exterior e ameaça setores estratégicos da economia nacional.
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