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Alagoas

Sindicato denuncia impunidade e cobra rigor do Ifal em casos de assédio sexual

O Sindicato das Servidoras e dos Servidores do Instituto Federal de Alagoas (Sintietfal) emitiu uma nota pública, nesta quarta-feira (3), denunciando a recorrência de casos de assédio sexual no Ifal e a falta de rigor da instituição na apuração das denúncias. A manifestação acontece dias após o afastamento de um diretor do campus Viçosa, envolvido em um processo disciplinar com conotação sexual. Segundo o sindicato, o caso de Viçosa veio à tona após a repercussão de uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, intitulada “O assédio sexual nos câmpus em 128 atos”, que revelou casos graves em instituições de ensino federais em todo o país. Em resposta, o reitor Carlos Guedes de Lacerda determinou, no último dia 27 de junho, o afastamento do gestor por 60 dias, com proibição de acesso às dependências do campus. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União. No entanto, o Sintietfal alerta que este não é um caso isolado e afirma que diversas denúncias feitas por servidoras e servidores do Ifal não são rigorosamente apuradas, gerando um sentimento de impunidade e insegurança entre as vítimas. Por meio de sua Comissão de Combate ao Assédio Moral e Sexual, o sindicato relata que acompanha de perto os relatos e presta apoio às vítimas por meio de acolhimento e orientação. “O silêncio e a conivência institucional apenas alimentam a impunidade”, diz a nota, que exige do Ifal celeridade na apuração, garantia de sigilo e proteção às denunciantes, além da responsabilização exemplar dos acusados, conforme previsto na legislação. A entidade sindical também se posiciona contra o machismo, a misoginia e a LGBTfobia, estruturas que, segundo o texto, perpetuam a violência nos espaços educacionais. “É urgente romper com a cultura do medo, da omissão e da naturalização do assédio”, reforça o documento.
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