Em meio à crise política, Planalto busca formar superfederação de esquerda para 2026
Diante de derrotas no Congresso e de uma nova tensão entre os Poderes, o Palácio do Planalto intensificou nesta semana a articulação para formar uma superfederação de esquerda visando as eleições de 2026. A estratégia mira o fortalecimento de uma base aliada no Legislativo, onde o PT do presidente Lula enfrenta dificuldades para manter apoio, apesar da distribuição de cargos ao Centrão. A ofensiva foi iniciada com reuniões entre emissários do governo e lideranças partidárias.
O governo tenta consolidar uma federação mais ampla envolvendo partidos que já compõem a aliança com o PT, como PCdoB e PV, além de siglas como PSB e PDT. Embora as conversas não tenham sido mal recebidas, também não geraram grande entusiasmo. O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, controla ministérios importantes, mas avalia que uma federação com o PT poderia enfraquecer sua influência. Além disso, os socialistas estão com negociações avançadas para se unir ao Cidadania.
No caso do PDT, o distanciamento é ainda mais acentuado, com diferenças ideológicas e recentes desgastes políticos. A legenda rompeu com o governo Lula após a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, em meio a escândalos no INSS. Desde então, a bancada pedetista se afastou da base aliada, dificultando a adesão à proposta de federação. Apesar dos esforços, o Planalto enfrenta resistência e incertezas para consolidar uma frente unificada da esquerda para 2026.
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