Conflito no Irã pode deixar comida e combustíveis mais caros no Brasil
A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã acende um alerta global não apenas pelos riscos militares, mas também pelos impactos econômicos. Um dos principais pontos de atenção é a ameaça iraniana de fechar o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Caso isso ocorra, os reflexos podem ser sentidos diretamente no bolso dos brasileiros, especialmente no preço do diesel.
No Brasil, entre 20% e 30% do diesel consumido é importado, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional. Segundo Murilo Barco, diretor comercial da Valêncio Consultoria, o aumento no valor do petróleo pode impactar diretamente o consumidor. “Hoje, quando olho o cenário, o diesel tem espaço para alta de R$ 0,48 por litro”, afirma. Em um cenário extremo, o preço do combustível poderia subir até R$ 1 por litro.
Apesar da tensão, especialistas alertam que ainda é cedo para prever o comportamento do mercado com precisão. “Existe a perspectiva de alta no preço do barril, especialmente com a ameaça sobre o Estreito de Ormuz. O petróleo está subindo, mas não de forma tão agressiva ainda. O cenário é de completa incerteza”, analisa Barco. Alguns analistas projetam que, se o estreito for de fato bloqueado, o barril de petróleo Brent pode ultrapassar os US$ 100. Nesta segunda-feira, a commodity subiu 0,84% e fechou cotada a US$ 77,70.