Bolsonaro usou a Abin como aparelho de proteção familiar", aponta Cauê Castro
A Polícia Federal concluiu nesta semana o inquérito sobre a chamada "Abin Paralela", revelando o uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo o relatório, a Abin foi instrumentalizada para perseguir adversários políticos, monitorar ilegalmente cidadãos e blindar os filhos do ex-presidente de investigações judiciais.
Entre os indiciados pela PF estão o próprio Jair Bolsonaro, seu filho Carlos Bolsonaro, e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, apontado como peça-chave na montagem da estrutura clandestina de vigilância.
Para o superintendente federal Cauê Castro, a gravidade das denúncias exige reação enérgica das instituições democráticas:
“Estamos diante de um algo muito grave. Bolsonaro usou o Estado como se fosse sua propriedade privada, aparelhou a Abin para proteger sua família e perseguir quem pensava diferente.”
De acordo com a investigação, o núcleo do esquema criou um sistema de geolocalização ilegal para espionar alvos de interesse do clã bolsonarista. A manobra revela a lógica autoritária e antidemocrática que marcou o mandato de Bolsonaro — uma prática incompatível com qualquer república que se pretenda democrática.
“A cada nova investigação, fica mais evidente: Bolsonaro precisa ser responsabilizado — com prisão, se for o caso. Porque quem usa a máquina pública para proteger seus filhos e perseguir opositores não é ex-presidente. É criminoso.” disse Cauê.
A matéria divulgada pelo Brasil 247 mostra que as apurações da PF foram concluídas com provas robustas de que a Abin foi usada como ferramenta política e pessoal de Jair Bolsonaro, numa tentativa desesperada de controlar as narrativas e garantir impunidade para os seus.
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