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Paulão diz que ofensiva da Câmara busca liberar emendas, não corrigir rumos fiscais

O deputado federal Paulão (PT-AL) criticou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de colocar em votação, com urgência, um projeto que susta os efeitos do decreto do governo Lula sobre o aumento do IOF. Segundo ele, a ação, “ao estilo destemperado”, visa pressionar pela liberação de recursos do orçamento secreto, ignorando conquistas fiscais como a aprovação das contas do governo pelo TCU e o crescimento de 3,4% do PIB.

Para Paulão, o Centrão e a oposição atuam sob influência do mercado financeiro, contrariando políticas públicas essenciais. “O discurso que fazem é orientado pelos agentes da Faria Lima, que têm verdadeira ojeriza ao pagamento de impostos. Desta forma, se colocam radicalmente contra o decreto IOF do governo Lula”, afirmou.

O deputado também apontou reação contrária desses mesmos grupos à proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “O primeiro passo da mesa diretora foi nomear Arthur Lira (PP-AL) como relator, um dos parlamentares mais ligados ao mercado financeiro”, disse, classificando a medida como uma estratégia para minar as ações do governo em favor da população vulnerável.

Segundo Paulão, há uma tentativa de criar artificialmente uma “crise fiscal” para justificar o controle das emendas parlamentares. “Querem ser contra as políticas públicas na educação, na saúde, no social porque os interesses do mercado são outros. [...] O governo não deve ficar calado e nós da bancada governista temos que reagir a esse destempero premeditado dentro do parlamento”, concluiu.

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