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O governo irá para o lado que possa reeleger Lula, direita ou esquerda

Dá-se por certo entre os meus colegas que a nomeação da deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) para ministra da Secretaria de Relações Institucionais é o sinal definitivo da guinada do governo Lula para a esquerda, quando o mais recomendável seria que o governo se inclinasse para o centro-direita. Não sei ao certo o que é centro-direita ou centro-esquerda. Porque no segundo turno de qualquer eleição para presidente, governador e prefeito, os vários matizes da direita acabam votando em um nome da direita, e os da esquerda em um nome da esquerda. Uma fração da direita votou em Lula para derrotar Bolsonaro. Admiro o esforço que fazemos, nós jornalistas, de tentar adivinhar o futuro. No mais das vezes, seguimos a corrente da maioria das pessoas que simplesmente escutamos com assiduidade. Também nos baseamos em deduções que nos parecem óbvias. Do tipo: Gleisi é de esquerda. Logo, o governo irá para a esquerda. Se ao invés dela tivesse sido nomeado um ministro indicado pelo Centrão, diríamos que o governo marcharia para a direita. Não nos ocorre que Gleisi fará o que Lula mandar. O que não significa que os ministros se comportem invariavelmente como vaquinhas de presépio, longe disso. Ministros tentam influenciar presidentes. Se não conseguem, ou se conformam ou pedem demissão. A maioria se conforma. As miçangas do poder são atraentes – carros com motoristas, bons salários, casa e roupa lavada, tratamento preferencial, empregos para correligionários, viagens internacionais, e por aí vai. Melhor do que isso é ser senador. Fonte: Metrópoles
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