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Ministro do STF indicado por Lula diz que não vai se declarar impedido de julgar Bolsonaro

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin afirmou que não vai se declarar de suspeito de participar do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um ofício foi enviado ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Antes de estar na Suprema Corte, Zanin foi advogado do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT), além de ter entrado com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. “Não vislumbro a presença de quaisquer das hipóteses legais que configuram a suspeição. Tampouco tenho qualquer sentimento negativo que possa afetar minha atuação como magistrado no caso em questão. Ilustro tal aspecto com o registro de que tive um único contato até a presente data com o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro. De fato, no segundo semestre de 2024, enquanto aguardávamos no aeroporto de Brasília um voo com destino a São Paulo, Sua Excelência tomou a iniciativa de vir até mim – na van onde aguardava -, e tivemos uma conversa republicana e civilizada", disse Zanin. No começo dessa semana, a defesa de Bolsonaro protocolou uma petição para que a Corte torne impossível a participação dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento com data a ser definida. Bolsonaro e mais 33 pessoas foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
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