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Ativistas vão até a porta de general acusado de torturar e matar Rubens Paiva na ditadura: “Não esqueceremos, não perdoaremos!"

O torturador do ex-deputado federal Rubens Paiva, morto na ditadura militar, teve seus crimes denunciados na frente do apartamento onde mora, no Rio de Janeiro. Manifestantes do Levante Popular da Juventude se reuniram em frente ao prédio onde vive o ex-general José Antônio Nogueira Belham para lembrar não apenas da morte de Rubens Paiva, mas de todas as vítimas da ditadura militar. “Com verdade e justiça, a juventude está na rua e não vamos esquecer a ditadura. Não esqueceremos, não perdoaremos, nós ainda estamos aqui. A Lei da Anistia não pode encobrir crimes contra a humanidade que os militares golpistas sejam expulsos das Forças Armadas e percam seus privilégios e benefícios, que sejam responsabilizados pelos seus crimes.” O ex-general Nogueira Belham era o chefe do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), órgão subordinado ao Exército e responsável pela repressão durante a ditadura militar no Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. Rubens Paiva era deputado federal por São Paulo, teve seu mandato cassado e foi exilado. Quando retornou ao Brasil, seguiu como engenheiro, mas manteve contato com exilados. Foi preso e morto após tortura entre 20 e 22 de janeiro de 1971. Seu corpo foi enterrado e desenterrado diversas vezes até ser jogado no mar em 1973. A sua trajetória serviu de inspiração para o filme “Ainda Estou Aqui”, concorrente ao Oscar em 2025.
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