Bolsonaro minimiza plano de assassinato de Lula e diz: “não se pode punir crime de opinião”
Jair Bolsonaro (PL) classificou como exageradas as investigações da Polícia Federal sobre o plano de assassinato contra Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, afirmando que a descoberta "não cola". Durante entrevista nesta segunda (25), o ex-presidente disse que “crime de opinião” não deve ser punido, questionando a gravidade das revelações. “No meu entender, nada foi iniciado. Não podemos começar agora a querer punir um crime de opinião”, afirmou.
Além disso, Bolsonaro negou qualquer tentativa de golpe durante sua gestão, admitindo apenas que considerou decretar estado de sítio, mas descartou a ideia por falta de viabilidade. “Golpe de Estado é uma coisa séria, precisa da participação de todas as Forças Armadas. Ninguém dá golpe com meia dúzia de oficiais da reserva”, argumentou.
As declarações ocorrem em meio à repercussão das investigações que expuseram mensagens trocadas por apoiadores de Bolsonaro discutindo ataques a autoridades. Enquanto o ex-presidente trata o caso como especulação, críticos veem as falas como uma tentativa de minimizar a gravidade da trama revelada.
