Governo muda regras e preços de geladeiras podem subir para R$ 5 mil
O Ministério de Minas e Energia (MME) apertou as exigências de eficiência energética para geladeiras e congeladores fabricados e vendidos no país, conforme resolução publicada no início deste mês. A Eletros, associação que representa a indústria de eletrodomésticos, informa que, após a mudanças, a "comercialização predominante" será de geladeiras de alto padrão, "custando em média de 4 a 6 vezes o salário mínimo nacional", o que corresponde a um preço entre R$ 5.280 e R$ 7.920.
"É necessário considerar a realidade brasileira. Infelizmente, com as novas regras, o consumidor de baixa renda será o mais prejudicado e, consequentemente, a indústria e seus colaboradores. Desinvestimentos e perda de centenas de postos de trabalho podem ocorrer nos próximos meses. Apresentamos ao governo estudos técnicos mostrando este cenário ruim para a economia do país, porém, infelizmente, não foram considerados", analisa Renato Alves, diretor da Eletros, em comunicado à imprensa.
Na primeira etapa, que começa a valer a partir do próximo dia 31, só poderão ser fabricados e importados refrigeradores que tenham um índice máximo de 85,5% do consumo padrão de energia. As fabricantes e importadoras ainda poderão vender os produtos que já haviam sido produzidos e importados antes desse prazo-limite até o final de 2024. Mas, após o dia 31 de dezembro de 2025, as empresas de varejo e atacadistas não poderão comercializar os modelos com índice de eficiência energética diferente do estabelecido.
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