Defesa Civil diz que mina em colapso no Mutange afunda 53 cm por dia
O cenário descrito na mina de número 18 da Braskem, situada no bairro do Mutange, em Maceió, revela uma situação de grande preocupação e complexidade. O subsolo dessa região está cedendo a uma taxa alarmante de 53cm por dia, conforme destacado pela Defesa Civil de Maceió durante uma reunião online com o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) na última quinta-feira.
Victor Gama Carnaúba Azevedo, representante da Defesa Civil de Maceió, compartilhou que o monitoramento intensificado começou no início deste mês, notando um aumento significativo nos sismos a partir do dia 21. Esses eventos sísmicos migraram para uma profundidade de 500 metros em uma área entre o antigo campo do Centro Sportivo Alagoano (CSA) e a antiga Casa de Saúde Dr. José Lopes, em Bebedouro.
O aumento na velocidade de afundamento, passando de 26cm por ano para 53cm por dia, é alarmante e, segundo Azevedo, irreversível. Essa aceleração sugere uma deformação substancial no solo, indicando a possibilidade de problemas mais sérios nos próximos dias.
A medição do afundamento do solo é conduzida através do método inverso da velocidade, que utiliza dados de ondas sísmicas para estimar a estrutura do subsolo. Imagens aéreas da área já revelam fissuras no solo, agravando ainda mais a complexidade da situação.
A reunião, envolvendo diversos órgãos municipais, estaduais e federais, como o Serviço Geológico Brasileiro, Ministério Público Federal, Corpo de Bombeiros de Alagoas, entre outros, buscou discutir a situação atual da região. O foco foi também entender as medidas em andamento para minimizar os danos decorrentes de um eventual colapso do solo, mostrando a seriedade com a qual as autoridades estão tratando essa situação.
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