Estudo avalia danos da Braskem em Alagoas em R$ 35,8 Bilhões
O Estado de Alagoas divulgou resultados de um estudo que calculou os danos causados pela Braskem durante a mineração de sal-gema, chegando ao montante de R$ 35,8 bilhões. Esse valor será alvo de negociações com a petroquímica e também servirá como base para a possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal, solicitada pelo senador Renan Calheiros (MDB). O levantamento, realizado pelo governo, analisou as perdas de diferentes naturezas provocadas pelo afundamento do solo e rachaduras nos imóveis em cinco bairros de Maceió.
O município de Maceió já avançou nas negociações e fechou um acordo de reparação ambiental com a Braskem no valor de R$ 1,7 bilhão. Esse recurso será destinado a obras estruturantes na cidade e à criação do Fundo de Amparo aos Moradores (FAM), projeto atualmente em análise na Câmara de Vereadores. Recentemente, a cidade também utilizou parte desses recursos para adquirir o Hospital do Coração, que será transformado em Hospital da Cidade no primeiro semestre de 2024.
Apesar do entendimento com Maceió, o senador Renan alega que outros municípios ao redor da capital e o Estado de Alagoas também foram prejudicados significativamente pelo incidente. Representantes da Braskem e do governo estadual têm uma reunião marcada para continuar as negociações. O senador, que já obteve 45 assinaturas para pedir a instalação da CPI da Braskem, busca esclarecer como os recursos fornecidos pela empresa foram alocados, considerando a falta de transparência percebida na condução da questão pela Braskem. O pedido para a instalação da CPI está em processo de análise no Senado.
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