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Política

PF vê indícios de que Torres foi à Bahia organizar ação da PRF para impedir que eleitores votassem no segundo turno

A Polícia Federal está investigando uma viagem feita pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres à Bahia, em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo informações da CNN, a viagem teria sido realizada após a produção e análise de um documento de inteligência do Ministério da Justiça, que continha um mapa detalhado dos locais onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o primeiro turno das eleições. O documento sugere que o objetivo da viagem de Torres era impedir que os eleitores dessas regiões votassem na segunda etapa do pleito. A investigação aponta que a ida de Torres para a Bahia foi ao lado de Márcio Nunes Oliveira, então diretor-geral da Polícia Federal. Eles se reuniram com o superintendente da PF na região, Leandro Almada, para pedir apoio nos bloqueios que a Polícia Rodoviária Federal faria no segundo turno das eleições presidenciais. O objetivo da operação seria atrasar o trânsito rumo às zonas de votação. Eleitores de municípios do Nordeste usaram as redes sociais para denunciar as ações da PRF, nas estradas da região, na tentativa de retardar a votação. A situação de Anderson Torres complica-se ainda mais com o avanço das investigações. Ele está preso desde 14 de janeiro, suspeito de omissão pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. Na casa do ex-ministro, a PF encontrou uma minuta que mudaria o resultado das eleições, mas em depoimento, ele classificou como "lixo" e disse que seria descartada.
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