Profissionais da educação passam por dificuldades e Rafael Brito é acusado de falta de planejamento durante gestão
Professores da rede estadual de Alagoas têm enfrentado dificuldades devido à falta de planejamento por parte do governo. De acordo com o Sindicato dos Professores Contratados da Rede Pública de Alagoas (Sinprocorpal), a demissão em massa de profissionais da educação sem reposição tem prejudicado as escolas em todo o estado e levado a atrasos salariais.
Os manifestantes também culpam o antigo titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Rafael Brito (MDB), por “inflar” a folha com o programa Bolsa Escola 10. O programa de assistência estudantil do governo estadual tem o objetivo de combater a evasão escolar através de incentivos financeiros aos alunos, mas acabou levando a maiores contratações de docentes e à demissão em massa de professores sem reposição. O ex-secretário de educação está sendo cobrado quanto à situação dos professores e acusado de ter dado calote nos estudantes. "Muito decepcionante o que fizeram com os professores da rede estadual. Não pagaram, demitiram, cortaram dinheiro, sem contar os alunos que não receberam os 100. Não recebi de novembro e dezembro", afirmou um internauta em um comentário no perfil de Rafael Brito no Instagram.
Em meio à situação crítica, os professores têm contado com a ajuda de doações de cestas básicas. O Sinprocorpal denuncia que o governo estadual não tem gerido de forma adequada a pasta da educação e não tem sido sensível aos apelos dos profissionais da área. Em fevereiro deste ano, os professores realizaram uma manifestação na capital Maceió, que acabou sendo reprimida pela polícia. "Estávamos em um protesto no mês de fevereiro passado em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió, e o que o Governo fez foi colocar policiais apontando armas para nós", afirmou um dos diretores do Sinprocorpal.
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