Abandono da campanha "Pacto contra a Fome" após eleições seria indício de abuso de poder, segundo MPE
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), interrompeu a distribuição de cestas básicas em 2023, que haviam sido entregues durante as eleições do ano anterior. As informações são do Diário do Poder.
A suspensão das doações foi destacada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) como um dos exemplos de abuso político do poder na exploração da pobreza entre os alagoanos para eleger Paulo Dantas e o senador, agora ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL). Eles agora estão enfrentando um pedido de impeachment. O governo de Alagoas confirmou que nenhum centavo foi utilizado em 2023 para a compra de cestas básicas para a campanha "Pacto contra a Fome", identificada como ação 4460, que havia sido usada para comprar 379.394 cestas básicas que custaram R$38,3 milhões. Essa ação, juntamente com a assistência prestada às vítimas das enchentes sob a ação 4227, foi exposta como ilegal pelo MP Eleitoral e pelo Senador Rodrigo Cunha (União-AL) pelo abuso de poder político e econômico.
A investigação desses abusos eleitorais está em andamento no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e pode levar a uma nova eleição majoritária no estado se os objetivos da coalizão do Senador Rodrigo Cunha forem alcançados. A recomendação do MP é para a remoção do governador Paulo Dantas, seu vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) e do senador Renan Filho. O governador de Alagoas havia lançado a distribuição de cestas básicas como uma plataforma de campanha em 2022, e agora está evidente que ele explorou a pobreza dos alagoanos para obter poder.
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