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Política

Ministros do STF discutem provas contra Renan Calheiros em julgamento sobre denúncia na Lava Jato

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) recorreu da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o tornou réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em uma investigação da Operação Lava Jato. O julgamento virtual começou na sexta-feira, 24, e houve divergência entre os dois primeiros votos apresentados. Enquanto o relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, se manifestou pela rejeição do recurso de Renan, o ministro Gilmar Mendes discordou e votou pela rejeição da denúncia contra o emedebista. O julgamento virtual vai até o próximo dia 31. Renan Calheiros foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em 2017 por se beneficiar com propinas pagas por empresas que mantinham contratos com a Transpetro, subsidiária da Petrobras. O caso foi delatado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que segundo a PGR era mantido no cargo por influência política de Renan e outros senadores emedebistas. A denúncia foi aceita pela Segunda Turma em dezembro de 2019, com os votos dos ministros Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia. A defesa de Renan Calheiros alega que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal não apresentou provas de que o senador mantinha Sérgio Machado no cargo por meio de sua influência política, posição em que teria exigido as supostas propinas. Em seu voto, Edson Fachin cita outros elementos considerados como evidências da relação de apadrinhamento entre Renan Calheiros e Sérgio Machado, além dos depoimentos de Machado e as gravações feitas por ele de conversas com o emedebista. Já o ministro Gilmar Mendes diz não haver provas de corroboração das acusações feitas contra o senador alagoano por Sérgio Machado, tampouco da sua manutenção do cargo por influência política de Renan.
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