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Política

Preso por planejar ataque a Sergio Moro foi solto em 2020 por ex-ministro do STF

Um dos suspeitos presos nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal (PF) por planejar um ataque contra o ex-juiz Sérgio Moro foi solto em abril de 2020 pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. Valter Lima Nascimento, conhecido como Guinho, foi preso em 2016 e condenado a 20 anos e 5 meses de prisão por tráfico de drogas, mas foi solto por decisão individual do ministro, que apontou excesso de prazo na prisão preventiva. A decisão foi revista em setembro de 2020 pela 1ª Turma do STF, que derrubou a determinação de Marco Aurélio. Guinho é considerado pela polícia como responsável pela principal conexão entre traficantes da América Latina e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), além de ser um dos traficantes mais procurados do estado de São Paulo. Em 2020, era considerado o braço direito de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, principal fornecedor de drogas para o PCC. A defesa de Guinho alegou que ele estava preso por fatos ocorridos em 2014 e que a prisão não se mostrava plausível, além de afirmar que o suspeito era portador de "doenças graves" que demandam "tratamento contínuo e severo". A PF prendeu nesta quarta-feira nove suspeitos de integrarem o PCC, que planejavam um ataque a Moro e ao promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo. Guinho era um dos alvos do grupo. A decisão do ministro Marco Aurélio foi questionada pela 1ª Turma do STF em setembro de 2020, que derrubou a determinação individual do ministro e retornou Guinho à prisão.
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