PCC gastou quase R$ 3 milhões em plano para matar Sergio Moro
A Polícia Federal (PF) divulgou nesta quarta-feira (23) que membros da facção criminosa PCC planejaram sequestrar ou assassinar o ex-juiz e senador da república Sérgio Moro.
O plano teria sido executado entre julho e outubro de 2022, com criminosos realizando o levantamento de endereços ligados à família de Moro, incluindo o posto de combustível onde costumavam abastecer. A filha do senador teria sido a opção B da facção caso não conseguissem atacar Moro. Nove pessoas foram presas no estado de São Paulo por envolvimento no plano da facção criminosa. Segundo a PF, os membros do PCC tiveram acesso às câmeras de segurança do posto de combustível frequentado por Moro e sua esposa, a deputada Rosângela Moro. Para executar o plano, a facção teria usado R$ 3 milhões para montar uma estrutura de aluguéis na região metropolitana de Curitiba, incluindo chácaras, escritórios, veículos blindados e armas. Estima-se que ao menos 30 pessoas estariam envolvidas na tentativa de ataque contra Moro.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná foi informada extraoficialmente sobre o plano do PCC e solicitou à Polícia Militar que fizesse a proteção armada da família do senador. A PM fazia escolta de Moro havia um mês. A investigação da PF segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no planejamento do ataque contra o ex-juiz e senador.
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