Vereador diz que "colegas foram abordados por terceiros para não contribuírem com CEI da BRK"
Em entrevista coletiva à imprensa, na manhã desta segunda-feira (20), vereadores de Maceió falaram sobre a abertura da Comissão Especial de Investigação da BRK Ambiental, que irá averiguar a atuação da empresa na capital alagoana.
Segundo o vereador João Catunda (PP), os parlamentares têm como prioridade manter o diálogo entre a BRK e a população.
“Nós decidimos, primeiro, abrir esse espaço da audiência pública para dar oportunidade à empresa de trazer os projetos para, depois, fazer as cobranças necessárias para a população”, destacou.
Catunda pontuou que os parlamentares estão dispostos a discutir números e projetos, mas precisam estar “preparados para o pior”: “Temos que representar a população. Estamos dispostos a fazer o máximo possível pelo nosso município”.
João Catunda também afirmou que alguns vereadores “foram abordados por terceiros para não contribuir com a comissão”, mas que apesar dos pedidos feitos por terceiros e até pela própria empresa, os vereadores não abriram mão de discutir o maior problema de Maceió.
Segundo o edil, a maior parte dos vereadores apoiou o movimento, que é importante para mostrar a proximidade da Casa com a população.
Sobre os preços abusivos das taxas de água e esgoto, Catunda afirmou que os vereadores têm a obrigação de sanar o problema. “Quantas pessoas não chegam em casa e estão sem água? A mãe de família quer fazer a comida para o seu filho e não tem água. Nós precisamos urgentemente agir para acabar com os problemas. Vamos buscar as melhores saídas para reduzir essas taxas, investigar e buscar a solução enquanto a BRK não instaurar o trabalho devido para nossa capital”, reiterou.
“Contrato foi feito de forma negativa”
O vereador Francisco Sales (União) disse que a BRK “se preocupa muito mais com os valores a receber do que com a prestação de serviço”.
“O contrato já foi feito de forma negativa. Tudo que for necessário para corrigir erros que foram cometidos lá atrás, nós vamos fazer. Quando o contrato foi firmado, não se pensou nos investimentos, mas no quanto iria receber. Isso foi muito ruim para sociedade”, falou.
Ainda de acordo com o vereador, conforme as denúncias que eles estão recebendo, a parte alta da cidade está sofrendo mais com a situação da BRK. “A função do vereador é fiscalizar. A Casa vai estar bem atenta para ficar mais ciente dos problemas que podem estar acontecendo. Vamos abrir um canal com a sociedade para colher mais informações”.
Eduardo Canuto (PV) disse estranhar essa ser a primeira audiência pública da BRK: “A comissão dará os relatórios diários de onde eles estão fiscalizando e daremos o que for necessário para que o relatório seja o mais conclusivo”.
Fonte: Cada Minuto
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