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Política
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Perderam nas urnas, mas querem continuar mandando: Paulo Dantas e Marcelo Victor miram controle do Estado pela Assembleia

Iniciativas são interpretadas pelo levantamento como parte de uma estratégia de preservação de espaços políticos e administrativos antes da mudança de governo

Redação Agora Alagoas

Uma série de medidas em tramitação na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) é apontada como parte de uma articulação do governo Paulo Dantas (MDB) para preservar influência em órgãos estratégicos do Estado antes da posse do governador eleito JHC (PSDB), prevista para 6 de janeiro de 2027. O levantamento, baseado em documentos oficiais, como publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), ordens do dia da ALE e registros do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), reúne seis iniciativas que poderiam redesenhar estruturas administrativas, orçamentárias e institucionais.

Entre os pontos destacados está a fixação de mandatos de cinco anos nas autarquias Arsal, Procon e Adeal, medida que dificultaria a exoneração de dirigentes. O documento também aponta uma possível movimentação envolvendo o Tribunal de Contas do Estado (TCE): a aposentadoria de Otávio Lessa abriria caminho para que ele assumisse a presidência da Arsal, enquanto Paulo Dantas poderia ocupar a vaga no Tribunal.

Na área orçamentária, a PEC 101/2026 prevê tornar impositivas as emendas de bancada, correspondentes a 0,864% da Receita Corrente Líquida (RCL). Já o Projeto de Lei nº 2.173/2026, com 445 artigos, propõe mudanças na organização da Polícia Militar, incluindo a alocação de 309 militares em funções de assessoria. O levantamento também menciona o PL nº 2.156/2026, que trata de reajuste salarial para servidores da ALE, sem percentual divulgado, e os projetos de lei nº 2.141 e 2.151/2026, que alteram a organização judiciária e o funcionamento do Funjuris.

As iniciativas são interpretadas pelo levantamento como parte de uma estratégia de preservação de espaços políticos e administrativos antes da mudança de governo. A eventual aprovação e os efeitos de cada proposta, no entanto, dependem da tramitação legislativa e da análise dos respectivos textos. As informações apresentadas não constituem, por si só, comprovação de uma articulação coordenada entre os envolvidos.

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