Cibele Moura crítica boicote político contra estabelecimentos: “Ajudar não tem partido”
Deputada estadual afirma que solidariedade não deve estar condicionada ao voto e alerta para impactos sobre trabalhadores e famílias
A deputada estadual Cibele Moura criticou as manifestações de pessoas que defendem interromper ajudas, doações e o consumo em estabelecimentos comerciais por causa das escolhas políticas de terceiros. Em declaração, a parlamentar afirmou que a solidariedade não deve estar condicionada ao voto e alertou para as consequências que esse tipo de atitude pode provocar na vida de trabalhadores e famílias.
Cibele citou publicações de estabelecimentos de Maceió que pedem para não serem boicotados após as eleições. Alguns deles destacaram a importância de manter o movimento para preservar empregos e garantir o sustento de pais e mães de família.
Para a deputada, as divergências políticas não devem se sobrepor à responsabilidade social. Ela questionou, por exemplo, se seria justo um restaurante com dez funcionários perder clientes e colocar postos de trabalho em risco porque parte da equipe votou em candidatos diferentes.
“Quando a gente ajuda alguém, a gente ajuda porque a gente quer ajudar. Quando a gente defende uma causa, a gente defende porque a gente acredita naquela causa. Se essa ajuda está condicionada a alguma coisa, um voto, por exemplo, isso não é ajuda”, declarou.
A parlamentar também chamou a atenção para as consequências que a interrupção de doações pode ter sobre crianças em situação de vulnerabilidade. Ela citou publicações de pessoas que afirmam que deixarão de distribuir cestas básicas e brinquedos de Natal a famílias cujos responsáveis votaram de maneira diferente da sua.
“Será que uma criança que ia ser ajudada e agora não vai receber mais a cesta básica ou brinquedo de Natal, porque o pai e a mãe votaram diferente do que você votou, é justo? Não é justo”, questionou.
Cibele defendeu que a ajuda social seja motivada pela vontade genuína de contribuir, sem exigir contrapartidas políticas ou eleitorais. “Se você quer ajudar alguém, ajude do seu coração. Troca não é justo”, concluiu.