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Funcionário do IML usa celular de morto para fazer pix de 7 mil reais

Marianna Carvalho

Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi condenado por transferir R$ 7 mil da conta de um homem morto para a própria conta, utilizando o celular da vítima. Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, recebeu pena de dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto, pelo crime de peculato.

O caso aconteceu em 15 de maio de 2026, após a vítima morrer em um acidente de motocicleta. O corpo foi encaminhado ao IML durante a madrugada e, poucas horas depois, às 6h49, o funcionário realizou a transferência via Pix. A sentença também prevê o pagamento de R$ 10 mil de indenização à família e a perda do cargo público após o trânsito em julgado.

A fraude foi descoberta pela viúva, que procurou uma agência bancária para encerrar a conta do marido e identificou uma movimentação suspeita. Ela também relatou ter recebido o celular danificado e percebeu que mensagens e arquivos do WhatsApp haviam sido apagados.

Durante as investigações, Daniel confessou o crime e alegou enfrentar dificuldades financeiras, afirmando estar arrependido. Segundo ele, o aparelho não possuía bloqueio de tela e permitia acessar o aplicativo bancário sem biometria ou reconhecimento facial. O Ministério Público destacou que o funcionário se aproveitou da função pública para cometer o delito.

O acusado foi preso preventivamente em junho, mas obteve liberdade provisória. Condenado em primeira instância, ele poderá recorrer em liberdade. A defesa informou que pretende contestar a decisão judicial.

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