O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou formalmente o empresário e influenciador digital Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. A denúncia aguarda análise da Justiça paulista, que decidirá se torna o influenciador réu no processo. Caso seja condenado, Cariani pode cumprir uma pena que varia de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

Alvo da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023, Cariani, que acumula mais de 11 milhões de seguidores no Instagram, é suspeito de integrar um esquema de desvio de insumos químicos para a produção em larga escala de narcóticos, principalmente crack e cocaína. As investigações apontam que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa sediada em Diadema (SP) da qual é sócio, simulou ao menos 59 vendas e pedidos fictícios de insumos para farmacêuticas sem o conhecimento destas, direcionando o material para o refino de drogas.

Além de Cariani, a promotoria solicitou a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do mesmo esquema criminoso.

Em nota, a defesa do influenciador declarou que a posição do Ministério Público "não representa nenhuma surpresa" e reforçou que demonstrará a improcedência das acusações com base nas provas reunidas ao longo da instrução processual.