A internet respondeu de forma imediata e criativa à notícia da ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. De forma irônica, internautas satirizaram a situação e criaram o jogo "Cadê o Flávio", que tem como objetivo levar o candidato à Presidência derrotado ao segundo turno, que é o personagem principal, para o país da América do Norte.

Com um design, gráficos, jogabilidade simples e inclusão de falas de políticos como efeitos sonoros, o game consiste em controlar Flávio em uma travessia na Ponte da Amizade (em sátira à Ponte Tancredo Neves) rumo à Argentina. Para isso, o personagem precisa desviar de obstáculos como a PRF, viaturas de polícia, manifestantes e até a Constituição Federal e o "fantasma do comunismo" para cruzar a fronteira e embarcar em um avião para viajar aos EUA.

O jogo dispõe de três níveis de dificuldade (fácil, normal e difícil), que determina a velocidade dos obstáculos e a quantidade de vidas. Para desviar dos oponentes, o jogador pode escolher oito disfarces: "Mili Ciana", fantasia de Lula, fantasia de detetive, faixa de presidente falsa, boné do MST, boné "MAGA" (referência à frase utilizada na campanha presidencial de Donald Trump "Make America Great Again", traduzida para "Faça a América Grande Novamente"), peruca do Trump e motosserra.

Impulsionado por compartilhamentos, o game gerou comentários nas redes sociais. "Não sei se rio ou se choro", comentou uma internauta. Os jogadores também podem publicar o progresso na história nas suas contas de Instagram, X e Threads.

Flávio deixa o Brasil

Na manhã desta quinta (28), Flávio Bolsonaro aterrissou em Miami acompanhado da esposa e dos filhos. A viagem, que iniciou na Argentina e teve uma parada no Equador. Ele deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega dos passaportes, que foi ignorada pelo senador.

A medida integra uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador estaria temendo uma eventual prisão. Com o descumprimento da determinação da Suprema Corte, os passaportes do candidato à Presidência derrotado no segundo turno foram cancelados pela Polícia Federal.