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PROTESTO

Trabalhadores e comerciantes da Ceasa fazem carreata contra concessão à iniciativa privada em Maceió

O objetivo dos manifestantes é acompanhar a sessão parlamentar e sensibilizar os deputados estaduais a se posicionarem contra o projeto encaminhado pelo Governo de Alagoas

Redação Agora Alagoas

Permissionários, comerciantes e trabalhadores da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa) realizaram uma carreata nesta terça-feira (27) para protestar contra a proposta de concessão do complexo à iniciativa privada. A mobilização saiu da região da Forene, no bairro Santos Dumont, na parte alta de Maceió, e seguiu em direção à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), no Centro da capital.

O objetivo dos manifestantes é acompanhar a sessão parlamentar e sensibilizar os deputados estaduais a se posicionarem contra o projeto encaminhado pelo Governo de Alagoas.

Antes de iniciar o percurso, os participantes se reuniram em frente à Ceasa. Registros compartilhados nas redes sociais mostram carros, caminhões e equipamentos de som, além de manifestantes vestindo camisas com a mensagem “Ceasa é do povo alagoano”.

Durante o ato, representantes do movimento convocaram comerciantes, trabalhadores e caminhoneiros a aderirem ao protesto. A mobilização busca chamar a atenção para os possíveis impactos da concessão sobre quem trabalha e comercializa produtos no local.

Entre as principais preocupações apontadas pelos organizadores estão a possibilidade de aumento das cobranças pelo uso dos espaços, a redução de postos de trabalho e as dificuldades para a permanência dos atuais comerciantes. Os pontos são temores manifestados pelo grupo e ainda não representam consequências confirmadas da proposta.

Projeto prevê concessão por 30 anos

O Projeto de Lei Ordinária nº 2.123/2026 autoriza o Governo de Alagoas a conceder o uso oneroso da Ceasa à iniciativa privada. A proposta não prevê a venda do patrimônio, que continuará pertencendo ao Estado.

Se aprovado, o projeto permitirá que uma empresa selecionada por licitação assuma a administração, a operação, a manutenção, a modernização e a exploração econômica do complexo por um período de 30 anos, com possibilidade de prorrogação por igual prazo.

A matéria voltou à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa após receber emendas apresentadas pelos deputados Delegado Leonam (União Brasil) e Lelo Maia (MDB). O texto deverá passar por uma nova análise antes de retornar ao plenário.

Transição prevê manutenção dos comerciantes cadastrados

O presidente da Ceasa, Fábio Teixeira, informou que a proposta estabelece um período de transição de dois anos para os comerciantes que estejam regularmente cadastrados.

Durante esse prazo, a futura concessionária deverá manter as atividades do complexo e formalizar contratos com os atuais ocupantes dos espaços. Nesse período, as cobranças não poderão ultrapassar os valores públicos vigentes, com possibilidade de correção monetária após os primeiros 12 meses.

Depois do encerramento da transição, a empresa responsável pela administração poderá reajustar os valores cobrados conforme os preços praticados no mercado. A previsão é um dos pontos que motivam a preocupação dos comerciantes e trabalhadores mobilizados contra a concessão.

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