Bolsonarista manda mulher voltar para o Nordeste e faz comentário xenofóbico no metrô de São Paulo
Mulher vestida com a camisa da seleção brasileira mandou passageira voltar para o Nordeste e associou a região à fome; episódio foi registrado em vídeo após ato político
Uma mulher que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) foi flagrada fazendo comentários xenofóbicos contra uma passageira dentro de um vagão da Linha Amarela do metrô de São Paulo. O episódio ocorreu no domingo (18), após uma manifestação política, e ganhou repercussão depois que as imagens foram divulgadas.
No vídeo, a apoiadora, vestida com uma camisa da seleção brasileira, dirige ofensas a uma passageira que usava adesivos em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a discussão, ela afirma que a mulher deveria voltar para o Nordeste e faz comentários depreciativos associando a região à fome.
A gravação foi realizada pela comunicóloga Fabiane Picholari, que voltava de um ato favorável a Lula acompanhada de uma amiga. Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a confusão aconteceu durante o retorno de participantes de manifestações políticas no transporte público.
Segundo o relato de Fabiane, um casal que também vestia camisas da seleção brasileira tentou bloquear a câmera do celular para impedir que as declarações fossem filmadas. Durante a confusão, o aparelho chegou a cair no chão.
Quando o trem chegou à estação da Luz, os passageiros desembarcaram, e a comunicóloga perdeu o contato com a mulher que havia sido alvo das ofensas. Até a publicação da reportagem original, não havia informações sobre a identificação da passageira ou sobre eventuais medidas relacionadas ao episódio.
O caso chama atenção para a discriminação regional em meio às divergências políticas. As declarações atribuídas à apoiadora de Flávio Bolsonaro reproduzem estereótipos que associam a população nordestina à pobreza e à fome, utilizando a origem regional como motivo de constrangimento.
A ocorrência também evidencia como conflitos relacionados ao posicionamento político podem ultrapassar o debate ideológico e resultar em ataques pessoais. No episódio, a discussão envolveu uma passageira identificada pelo uso de adesivos em referência a Lula e uma mulher que demonstrava apoio ao campo político bolsonarista.