“Flávio Bolsonaro tem que explicar sua relação o crime organizado do Rio de Janeiro”, diz presidente do PT
Edinho Silva questionou suposto envolvimento de presidenciável do PL com assassinos da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, acusou o Partido Liberal (PL) de criar estratégias para protelar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado. A declaração foi dada nesta sexta (16), durante a sessão solene do Senado onde foi promulgada a PEC do fim da escala 6x1.
Para o dirigente, a postura da oposição contradiz a bandeira da segurança frequentemente levantada pela legenda. "O que nós estamos achando é que o PL tá criando uma confusão para não aprovar a PEC. Na verdade, esse discurso de que eles tratam a segurança pública como prioridade é mentira, não é verdade", afirmou.
Em sua crítica, Edinho direcionou o debate ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionando a sua legitimidade para liderar discussões sobre a pauta. "Primeiro, porque o Flávio Bolsonaro tem que explicar a relação dele com o crime organizado do Rio de Janeiro. Alguém que condecora o assassino da Marielle não pode defender política de segurança pública", declarou o presidente do PT.
O líder petista defendeu a separação das pautas legislativas e enfatizou que misturar a discussão da redução da maioridade penal com a votação da PEC da Segurança compromete o avanço das políticas públicas no país. "E, se defendesse, não deveria estar misturando os debates. A maioridade penal é importante, tem que ser debatida, é um debate. Segurança pública, a PEC da Segurança é um outro debate, tem que ser priorizada", explicou.
Edinho ressaltou que a aprovação da PEC é indispensável para garantir a atuação integrada do Governo Federal no combate ao crime e na melhoria da infraestrutura de segurança nos estados e municípios. "Sem a PEC, nós não vamos ter os instrumentos para melhorar a segurança pública no Brasil", concluiu o dirigente.