Alckmin acusa PL de apoiar fim da escala 6x1 por medo eleitoral e querer rever medida
Declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Salvador
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que integrantes do Partido Liberal (PL) apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos. “O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida”, disse Alckmin.
A crítica ocorre após o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira (13), que votaria a favor do fim da escala 6x1. A proposta, aprovada pelo Senado na quarta-feira (14), prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado. Antes de mudar de posição, Flávio havia classificado a medida como “oportunista”. Segundo reportagens, o candidato também sinalizou a aliados e empresários a intenção de rever a proposta caso seja eleito presidente.
Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem prejudicar aposentados. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 mil e 400 mil reais, de desperdício”, afirmou. O vice-presidente rejeitou medidas que transfiram os custos do ajuste para a classe média e a população de menor renda.
Alckmin acrescentou que o controle das despesas públicas deve ser acompanhado pelo crescimento da economia e do emprego, para melhorar a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, declarou.