MDB anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas partido segue dividido
Maioria dos diretórios estaduais da sigla deve apoiar o candidato do PL, enquanto grupos ligados ao governo Lula manterão posição favorável ao petista
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) anunciou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. A decisão reúne a maioria dos diretórios estaduais da legenda, mas não representa uma posição unânime dentro do partido, que também conta com lideranças alinhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio está previsto para esta terça-feira (13), durante um ato político em São Paulo, com a participação de Flávio Bolsonaro, do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
Segundo informações divulgadas pela imprensa, 17 dos 27 diretórios estaduais devem aderir ao candidato do PL. A articulação foi conduzida por lideranças da sigla e aliados de Flávio nas últimas semanas.
Apesar do apoio da maioria dos diretórios, o MDB não adotará uma posição obrigatória para todos os seus integrantes. A legenda havia decidido liberar as representações estaduais para escolherem seus posicionamentos na disputa presidencial.
Grupos do partido ligados a Lula devem manter o apoio à reeleição do presidente. Entre eles estão lideranças de estados como Alagoas e Pará, onde o MDB possui representantes próximos ao governo federal.
A divisão evidencia as diferentes alianças políticas mantidas pelo partido nas regiões brasileiras e impede que o anúncio seja interpretado como uma adesão unânime da legenda à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O apoio de parte expressiva do MDB amplia a articulação política em torno do candidato do PL na reta final da campanha presidencial. Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes tiveram participação nas conversas para reunir os diretórios favoráveis à candidatura.
A disputa pelo Palácio do Planalto será definida no segundo turno, marcado para 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro e Lula.
A manifestação do MDB ocorre em meio à movimentação de partidos e lideranças políticas para consolidar alianças e ampliar suas bases de apoio antes da votação.